domingo, 29 de abril de 2012

Terceira aula sobre "O homem sem qualidades"

Pessoal, antes de tudo, não se esqueçam de que a quarta aula será de novo na livraria da alameda Lorena!

Vou colocar aqui as informações complementares à aula de ontem. Estou alarmado, pois vi que minha cabeça de tiozinho não lembrou vários títulos:

O impressionante romance de Mishima sobre, entre outras questões, o "mal" (desculpem a generalidade) é O pavilhão dourado. Vale muito a pena.

Do Paul Bowles, o livro é O céu que nos protege. O filme vale muito a pena:


Eu indico muito o livro do Tony Judt:


O livro do Gilles Deleuze sobre o autor de Em busca do tempo perdido é Proust e os signos:



O trecho que eu queria lembrar é o seguinte: "É por ser produção que a obra de arte não coloca um problema particular de sentido, mas de uso." (pág. 139)

O títylo do livro de Linda Hutcheon é Teoria e política da ironia.

O grande Baudrillard:



Aqui, o belo livro de Gourevitch, na edição que o Augusto citou:




E o trailer do filme Hotel Ruanda:



Vi que no youtube há muitos documentários sobre o massacre...

E já que estamos nos filmes citados, localizei o filme que a Jéssica citou, Hooligans:


E o V de vingança:


E para terminarmos em alto estilo, o citado Jardim de Versailles:


Até a aula da semana que vem, bom feriado!!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Terceiro encontro sobre Robert Musil



Bom dia, pessoal, não se esqueçam de que amanhã (para os abnegados que não forem viajar e tiverem a coragem de enfrentar a chuva) o nosso encontro será excepcionalmente na livraria do Shopping Pátio Higienópolis.

Um abraço e até lá!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Pausa para Abel Ferrara

Pessoal, antes de tudo: não se esqueçam de que a aula de sábado que vem foi transferida para a Livraria da Vila do Shopping Patio Higienópolis, no mesmo horário. Depois, continuamos normalmente na alameda Lorena.

Começa hoje no CCBB uma mostra, pelo que vi bem ampla, do cinema de Abel Ferrara. Eu indico, pois os filmes, além de serem muito bons, servem para o tipo de reflexão que pretendo fazer nas aulas sobre Thomas Pynchon.

Aqui, as informações e a programação:

http://abelferrara.com.br/

Um abraço, Ricardo.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Robert Musil - Segunda Aula

Aula de 14 de abril

Atenção: amanhã, feriado de Tiradentes, não teremos encontro, ainda que Tiradentes, pelo que consta, queria a independência apenas da região das Minas...

Estou com receio de esquecer alguns dos textos citados, pois não entendo minha letra em alguns pontos das anotações, então se alguém lembrar de algo, por favor me avise.

Primeiro, o link para o texto que o Dênis citou sobre o romance filosófico no nosso tempo. É bastante interessante. A propósito, no livro que acaba de sair (Martinha versus Lucrécia), Roberto Schwarz chama o livro de Caetano Veloso, Verdade tropical, de um possível "romance de ideias". Aqui o link do Dênis:

http://www.ft.com/cms/s/2/1cc50e4c-7d81-11e1-81a5-00144feab49a.html?ftcamp=published_links/rss/life-arts/feed//product#axzz1saJgkCKs

Quanto aos livros citados, o Laion lembrou a possível influência de Stendhal, O vermelho e o negro, e Flaubert, Madame Bovary, no grande romance de Musil.

O nome do livro de Susan Sontag com o ensaio sobre Wilde, arte deco e o decadentismo é Contra a interpretação. Aproveito para indicar a leitura do escandalosamente bom conto Assim vivemos agora:


Enfim, tudo da Susan Sontag vale uma olhada!

O livro de Octavio Paz cujo pós-escrito me parece importante é O labirinto da solidão. "Minha fantasma", talvez o melhor texto de Nuno Ramos, está em Ensaio geral, da editora Globo.

O livro fundamental de Giorgio Agamben é Homo sacer - o poder soberano e a vida nua:




Aqui, a obra-prima de Tarantino:



O filme que retrata bem o início do século XX nos Estados Unidos, e é um dos meus preferidos para sempre, é Era uma vez na América. Vale a pena:




E aqui o clássico, importante para as nossas discussões, de Gilles Pontecorvo:



Tenho esse filme, vou ver se levo para emprestar na próxima aula. Quem puder, aproveita para ver Queimada , também do Pontecorvo.

E, por fim, a imagem que motivou a discussão sobre indústria cultural e cultura de massa:



Um abraço e bom feriado!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Década de 1980

Pessoal, lembrei-me do nome da banda que na década de 1980 inspirava os "darks": Sister of mercy.




Aqui, um trecho do livro do Michel Maffesoli que ilustra bem a conversa que tivemos:

"De fato, ao contrário da estabilidade induzida pelo tribalismo clássico, o neotribalismo é caracterizado pela fluidez, pelos ajuntamentos pontuais e pela dispersão. E é assim que podemos descrever o espetáculo da rua nas megalópoles modernas. O adepto do jogging, o punk, o look rétro, os "gente-bem", os animadores públicos, nos convidam a um incessante traveling."
(O tempo das tribos. Tradução de Maria de Lourdes Menezes)

domingo, 8 de abril de 2012

Primeira aula sobre "O homem sem qualidades"

O homem sem qualidades
(7 de abril de 2012)
 Oi, pessoal, espero que a páscoa esteja sendo boa. Vou colocar aqui o complemento da aula de ontem, que para mim foi uma das melhores da minha vida!

Quanto aos autores contemporâneos de língua alemã que citei, acho que os principais foram

- Elfriede Jelinek: A pianista. É o livro que deu origem ao filme A professora de piano, do diretor Michel Haneke;

- Para quem quiser abandonar os nossos volumões para pegar um volumão contemporãneo, vale a pena considerar Vidas novas, de Ingo Schulze;

- Na minha opinião, porém, um dos melhores autores é Herta Müller. Se eu não me engano temos três livros traduzidos no Brasil. Tudo o que tenho levo comigo é impressionante:


O livro do Michel Mafesolli, cujo título correto não lembrei, é O tempo das tribos. Acabei de ver que está em catálogo. Do Richard Sennett vale realmente a pena A corrosão do caráter.

A entrevista de T. Adorno (em que ele comenta a cena das mocinhas dançando diante dele seminuas) está no seguinte e interessante volume:


(É da editora Azougue)

Para quem quiser densidade, o volume que citei do Habermas (falando o título errado) é O discurso filosófico da modernidade, da Martins Fontes.

Quanto aos filmes, aqui estão os citados:

Os falsários:


Um pouco mais bobinho, mas ainda interessante, é A onda:


E aqui sim um dos grandes clássicos do cinema contemporâneo, Vênus negra:


A galeria que citei, com as obras sobre a Viena mais ou menos contemporânea a Musil, é a Neue Galerie, esnobe como quase todas no mesmo molde, mas ainda assim com um acervo importante:  http://www.neuegalerie.org/  .

Por fim, o simpático (independente da ideologia) autor da frase "Aconteça o que acontecer, nada acontece" é o economista Alberto Tamer, esse senhor que muitos de vocês (ou nós mais velhor apenas) com certeza viram na TV:



Espero todos no lançamento, na próxima quinta feira. Um abraço e bom restinho de domingo.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

alteração de programação

Pessoal, alterei a nossa programação para as quatro aulas sobre O homem sem qualidades, de Robert Musil. Ficamos assim:

7 de abril: introdução
14 de abril: do capítulo 1 ao 60 do Livro primeiro;
21 de abril: feriado;
28 de abril: do capítulo 61 ao final do "Livro primeiro";
05 de maio: todo o resto do romance.

Se vocês tiverem tempo, há uma introdução curta mais eficaz no link abaixo:

É um texto do escritor e germanista Marcelo Backes, aliás autor de um romance curiosíssimo:


Até amanhã, para os abnegados que resolverem esnobar o feriado!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Galeria de imagens

Pessoal, fiz uma pequena galeria de imagens para auxiliar a aula de sábado agora (faremos o encontro normalmente, apesar da páscoa - já que ficar dez horas parado na estrada não está com nada...), quando começaremos a conversar sobre O homem sem qualidades.

1. Max Beckmann








2. Otto Dix





3. Georg Grosz






(Não vou colocar o nome dos quadros para que as pessoas possam tentar outro tipo de memorização...)

Até sábado!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Aulas sobre "O homem sem qualidades"

Pessoal, dividi os capítulos de O homem sem qualidades que trataremos em cada um dos encontros:

7 de abril: até o capítulo 38 do "Livro primeiro";
14 de abril: do capítulo 39 ao 79 do "Livro primeiro";
21 de abril: feriado;
28 de abril: do capítulo 79 ao final do "Livro primeiro";
05 de maio: todo o resto do romance.

Como eu disse sábado passado, quem puder por favor assista aos seguintes documentários:

Noite e neblina, de Alain Resnais:

(A capa é um despropósito...)

Arquitetura da destruição, de Peter Cohen:


Não conferi para saber se existe versão integral no youtube.

Para quem pretende se inscrever agora, é preciso reservar na Livraria da Vila, no seguinte telefone:  11 30964493.

Aqui, a programação dos próximos meses:

1.       Abril: O homem sem qualidades, de Robert Musil:
07/04; 14/04; 28/04; 05/05
2.       Maio:  Auto-de-fé, de Elias Canetti:
12/05; 19/05; 26/05; 02/06
3.       Junho: Grande sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa:
09/06; 16/06; 23/06; 30/06
4.       Agosto: O arco-íris da gravidade, de T. Pynchon:
04/08; 11/08; 18/08; 25/08
5.       Setembro: A vida modo de usar, de G. Perec:
01/09; 15/09; 22/09; 29/09
6.       Outubro: 2666, de Roberto Bolaño:
06/10; 13/10; 20/10; 27/10
7.       Novembro: As benevolentes, de J. Littell:
03/11; 10/11; 17/11; 24/11

Um abraço!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

James Joyce - última aula

31 de março de 2012

Pessoal, amanhã coloco aqui a divisão para os quatro encontros sobre O homem sem qualidades do R. Musil. Por enquanto, aqui está a indicação das citações:

O livro de Gilles Lipovetsky sobre moda que citei, sem conseguir lembrar o título, é o seguinte:


O livro em que J. Lacan discute James Joyce continua em catálogo. Vale muito a leitura!



Durante a discussão sobre as massas, citei esses dois livros:



e o de McEwan, um pouco mais voltado para o entretenimento:



O famoso livro de Marshall Berman é esse, Tudo que é sólido se desmancha no ar:



 Podemos fechar com os grandes clássicos citados:





A propósito, citando a obra teatral de Beckett, falei da peça Not I. Dá para ver aqui:

                                


Um abraço e até o Robert Musil!